Ações em alta após Trump adiar tarifas de automóveis

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Ações em alta após Donald Trump adiar tarifas de automóveis

NOVA YORK – Os índices de ações registraram forte alta nesta quarta-feira, após a Casa Branca anunciar que o presidente Donald Trump decidiria adiar por um mês a imposição de tarifas de 25% sobre as montadoras do Canadá e do México. Esse movimento gerou um impacto negativo no dólar, que caiu frente à maioria das moedas, enquanto o euro atingiu seu maior nível em quatro meses.

De acordo com a Casa Branca, as montadoras serão isentas das tarifas, desde que cumpram o acordo de livre comércio em vigor. Trump também se mostrou receptivo à ideia de considerar isenções para outros produtos, após a aplicação das tarifas a partir de terça-feira.

Essas novas tarifas de 25% sobre as importações do México e do Canadá foram implementadas em paralelo com tarifas sobre produtos chineses, exacerbando as tensões comerciais e aumentando as preocupações sobre a saúde da economia global. As ações demonstraram volatilidade, com uma estabilidade inicial no início do pregão, antes de uma alta acentuada no período da tarde.

“Embora o governo sempre se mostre aberto a mudanças, as políticas anunciadas parecem bastante drásticas”, afirmou Rick Meckler, sócio da Cherry Lane Investments, de New Vernon, Nova Jersey.

Os investidores encontraram certo alívio após o compromisso de Trump de promover cortes fiscais, conforme seu discurso proferido ao Congresso na noite de terça-feira. No entanto, ainda pairam dúvidas sobre os impactos de suas políticas comerciais.

O índice Dow Jones Industrial Average subiu 485,60 pontos, ou 1,14%, fechando em 43.006,59 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 64,48 pontos (1,12%), alcançando 5.842,63 pontos. O Nasdaq Composite teve um crescimento de 267,57 pontos (1,46%), fechando em 18.552,73 pontos. O índice MSCI global de ações registrou alta de 1,49%, subindo para 858,71 pontos, enquanto o STOXX 600 pan-europeu subiu 0,91%.

No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede a moeda americana em relação a uma cesta de outras divisas, caiu 1,19%, para 104,31, enquanto o euro se valorizou 1,55%, atingindo US$ 1,0789. O euro teve a sua melhor semana desde novembro de 2022, impulsionado pela criação de um fundo de infraestrutura de 500 bilhões de euros na Alemanha e pela revisão nos limites de empréstimos do governo alemão, medidas que foram bem recebidas pelos economistas.

Essas mudanças nos limites de empréstimos também desencadearam um aumento nos rendimentos da dívida alemã, com os rendimentos dos títulos de 10 anos subindo 1,6 ponto base, para 2,8%.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Tesouros aumentaram à medida que os investidores reagiram aos mais recentes dados econômicos, enquanto também analisavam as implicações das tarifas de Trump. Inicialmente, os rendimentos caíram após a divulgação de que o Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou um aumento abaixo do esperado nas folhas de pagamento privadas, com apenas 77.000 novas vagas no mês anterior, bem abaixo da estimativa de 140.000. Esse dado contribuiu para a percepção de uma possível desaceleração econômica, o que aumentou as expectativas do mercado de que o Federal Reserve pode reduzir as taxas de juros neste ano.

O rendimento das notas do Tesouro de 10 anos dos EUA subiu 5,9 pontos-base, para 4,269%, após atingir 4,284%, o maior nível desde 27 de fevereiro.

Investidores também monitoraram a abertura do Congresso Nacional do Povo da China, onde o governo manteve uma meta de crescimento econômico de 5% para 2025. O dólar também perdeu 0,22% frente ao yuan chinês, cotando-se a 7,236 no mercado offshore.

No mercado de petróleo, os preços fecharam em queda devido a um aumento maior do que o esperado nos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. O Brent caiu US$ 1,74 (2,45%), para US$ 69,30 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA perdeu US$ 1,95 (2,86%), fechando a US$ 66,31 o barril.


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